Nossa Pauta

CAMPANHA SALARIAL 2011
Fim de negociação decepciona servidores

Com o discurso de crise internacional e contenção de gastos, o Governo Federal encerrou as negociações com o funcionalismo público, decepcionando a todos, principalmente a carreira de Ciência e Tecnologia.

O resultado das campanhas salariais da maioria dos trabalhadores do serviço público federal neste ano foi decepcionante.

Mesmo as carreiras que entraram em greve fi caram sem reajuste, ou com reajustes muito baixos.

O governo deu um ultimato:

“quem não fechar o acordo agora fi ca de fora e vai discutir de novo em 2012 para 2013”.

Não foi dada chance de contraargumentação.

Para a C&T foram oferecidas apenas:

1) Incorporação de parte da Gratificação por Desempenho e Atividade em Ciência e Tecnologia (GDACT).

2) Incorporação total da Gratificação Temporária em Ciência e Tecnologia (GtempCT), ao vencimento básico a partir de julho de 2012.

A incorporação das gratificações significa um ganho baixo, em torno de 6%, apenas para os servidores mais antigos, na remuneração final, pois os cálculos de anuênio, insalubridade e periculosidade são feitos sobre o vencimento básico do servidor.

Sem reajuste e perdas

Os servidores mais novos, que não possuem anuênio, e os servidores que não recebem o adicional por periculosidade ou insalubridade não terão qualquer reajuste. Já os servidores que necessitam de auxílio transporte tiveram perdas. O cálculo para o desconto do auxílio também é feito sobre o Vencimento Básico, que aumentou, sem aumentar a remuneração final.

Portanto, para esses servidores, o único aumento foi o desconto no salário. Todas as entidades sindicais presentes nas negociações saíram decepcionadas com os percentuais empurrados goela abaixo e, principalmente, com a maneira como o Governo Federal tratou as negociações.

O SindCT e o Fórum de C&T sentiram que houve omissão do ministro da carreira, Aloizio Mercadante, que discursava a favor do reconhecimento do servidor de C&T, mas nada fez para lutar pelo salário da categoria.

No termo assinado, o Governo se compromete a dar continuidade nas negociações, com base na tabela apresentada em 2009. Esperamos agora um maior comprometimento do ministro. E vamos cobrá-lo!

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