Após derrubar Dilma, grupo de Temer ataca Constituição e CLT. E quer barrar Lula-2018

Foram duas semanas de tensão e sucessivos acontecimentos políticos de enorme impacto. A presidenta da República Dilma Rousseff (PT) foi destituída do cargo pelo Senado Federal; o expresidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB), que deu início ao processo de impeachment de Dilma, teve seu mandato de deputado federal cassado; por fim, o ex-presidente da República Lula da Silva (PT) foi denunciado por corrupção por procuradores do Ministério Público Federal (MPF) de Curitiba que estão à frente da Operação Lava Jato — que admitiram, no entanto, não possuir “provas cabais” contra ele, como declarou o procurador Roberson Pozzobon.

O golpe parlamentar contra Dilma interrompe 13 anos de governos petistas. O governo Temer anunciou que pretende mexer na Constituição, na CLT e na Previdência Social, para cortar direitos. Em contrapartida, o país tem sido sacudido por inúmeras manifestações populares contra o novo governo e suas medidas. O crescimento do “Fora Temer” pôde ser percebido na abertura das Paralimpíadas, no Rio de Janeiro, quando o presidente ilegítimo recebeu uma vaia monumental (fato registrado até pela TV Globo).

Em São Paulo, cerca de 100 mil manifestantes saíram às ruas contra o governo, mas Temer desconversou: “São 40 ou 50 pessoas”. A coletiva de imprensa da Lava Jato contra Lula em 14 de setembro confirma que um dos principais objetivos da articulação golpista é impedir que o expresidente dispute a eleição presidencial de 2018. Os procuradores da República exibiram um power point bastante rudimentar, repleto de acusações vagas a Lula, obrigando a própria imprensa tradicional a reconhecer a inconsistência da denúncia. Enquanto isso, o MPF não mostra pressa em investigar o próprio Temer e seus ministros citados em delação premiada da Odebrecht: José Serra, das Relações Exteriores, e Gilberto Kassab, da C&T Leia mais nas páginas 3 e 12.

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