Bombeiros do Rio conquistam simpatia e apoio da população

POPULAÇÃO MOSTROU SEU CARINHO e condenou salário ultrajante

Cariocas se solidarizam com luta por aumento salarial para a categoria que tem o piso mais baixo do país: R$ 950,00

Por Claudia Santiago

No mês de junho imagens dos bombeiros do Rio de Janeiro em luta por aumento salarial tomaram contas das redes de TV e das redes sociais (twitter, orkut, facebook).

Diante da indiferença do governador do Estado, o movimento se radicalizou. A resposta do governo estadual foi a prisão de 429 bombeiros durante manifestação, no dia 3 de junho. O tiro saiu pela culatra.

O protesto contra o salário de R$ 950,00 ganhou as ruas e o apoio da população. Há muito não se via no Rio de Janeiro um movimento como o ocorrido no domingo, 12 de junho.

A orla de Copacabana, com sua famosa avenida Atlântica, foi tomada por uma maré vermelha. Havia quem se lembrasse das Diretas Já e quem se recordasse do Fora Collor.

Exigência de anistia e salário decente

Nas janelas, balançavam panos vermelhos.

Os sindicatos se uniram ao protesto: professores, bancários, servidores públicos federais de vários setores, metroviários, carteiros, metalúrgicos. Uma garotada bonita de uns 20 e poucos anos, militantes ou não de partidos políticos, foi apoiar os bombeiros.

Parlamentares de diversos partidos apoiaram o movimento.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, saiu super chamuscado do enfrentamento. A anistia criminal concedida pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, no dia 1º de julho, aos 429 bombeiros, pode ajudar a esfriar os ânimos. Segue agora para o Senado.

Se não for aprovada, eles correm o risco de serem expulsos da corporação e condenados pela Justiça.

Os bombeiros já haviam conseguido que o governador sancionasse a anistia administrativa, antes aprovada pela Assembleia Legislativa por 60 votos a zero, e 5,58% da recomposição salarial desejada pela corporação.

Mas o jogo ainda não está definido. Os bombeiros e várias outras categorias de trabalhadores estaduais, como os profissionais da educação, continuam em luta.

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