Doença de Parkinson

João Batista de Oliveira*

Parkinson é uma doença degenerativa do cérebro na qual falta uma substância chamada dopamina em uma área específica cujas células são responsáveis pelo movimento. Sua causa é desconhecida. Acomete 1% a 3% das pessoas acima de 65 anos, embora casos precoces possam ocorrer.

 

O sintoma predominante é o tremor em repouso, que melhora com o movimento, desaparece com o sono e que piora com fadiga e ansiedade; habitualmente ocorre nas mãos, embora também possa ocorrer nas pernas e queixo. Há ainda lentidão dos movimentos, alteração do equilíbrio (que aumenta risco de quedas e fraturas), marcha lenta com passos curtos, geralmente arrastando os pés, rigidez muscular (o que pode levar a dores), postura encurvada para frente, diminuição do balançar dos braços ao andar; diminuição da mímica facial, a boca geralmente permanece aberta; há diminuição do piscamento, aumento da salivação, alteração da tonalidade da voz e do olfato e suor facial.

 

Dificuldades

Com a alteração dos movimentos finos das mãos há dificuldade para abotoar uma roupa, assinar um cheque e a letra vai se tornando pequena. Pode ocorrer lentidão para pensar e dar uma resposta verbal e também ocorrer demência relacionada ao Parkison. Com a evolução da doença pode haver dificuldade para engolir, o que aumenta as complicações respiratórias, como pneumonias. O diagnóstico é essencialmente clínico e os exames são necessários quando há necessidade de diferencial com outras doenças.

 

O tratamento é feito com remédios, geralmente em várias doses diárias e habitualmente são necessárias associações, devendo ser iniciado precocemente. A eficácia pode variar muito entre pacientes e declinar com a evolução da doença. É importante a associação com fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia de forma precoce e contínua. Consulte Associação Brasil Parkinson: http:// goo.gl/yd1X3w.

*O autor é médico

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