Professores e estudantes comemoram resultados

Rafaela Daniol Torres, Maryanna Conceição e Glécia Alencar Rodrigues são alunas do segundo ano do ensino médio da Escola Municipal Presidente Tancredo de Almeida Neves (ETEC). Há seis anos na escola, participam do Ubatuba- Sat e estão se especializando há mais de três anos nas técnicas de solda do projeto. “É legal participar do projeto, estudar com os amigos.

E pensar também no futuro. Penso em fazer engenharia eletrônica”, conta Rafaela. Glécia afirma que a equipe da escola e do projeto virou quase uma família. “Estou pensando em trabalhar com isso. Tenho prática, peguei gosto. Temos que trabalhar com aquilo que a gente gosta”. Maryanna relembra as viagens de 2012 para os EUA, com nove alunos, e de 2013 para o Japão, com 12 alunos. “Fomos as três para o Japão e para os EUA. O mais interessante foi conhecer a cultura de cada local, que é bem diferente”. O professor Rogério Stojanov, que acompanha a evolução das três nas soldas, explica que, no caso do satélite, tudo terá que funcionar bem para dar certo.

 

“Basta uma coisa não funcionar para dar tudo errado. Por isso, é preciso ser muito rigoroso”. Ele registra que os equipamentos do novo laboratório foram comprados com recursos da Associação de Pais e Mestres da escola. Matemática Além disso, a partir de 2014 a ETEC passou a oferecer o novo curso de Ensino Médio Integrado à Informática, o “MIN”. Trata-se de um curso de período integral, com uma carga horária de aproximadamente uma vez e meia a do curso convencional de ensino médio.

 

O MIN oferece muitas aulas de laboratório, além de matérias ausentes no curso convencional: cálculo diferencial e integral, por exemplo. Dalton Derik Bueno Oliveira ingressou no MIN em 2015, após uma seleção com cerca de 100 alunos para 40 vagas. “Fiquei entre os dez primeiros. Gosto mais de Exatas. Sou mais números do que letras”. Ao se formar, pensa em fazer algo ligado à tecnologia. “Meus pais falam que esse é o futuro.

Gosto muito de mexer com computadores e sempre fui apaixonado por matemática”. A professora Patrícia Patural avalia que os projetos criam possibilidades que mudam radicalmente a vida dos alunos. “São jovens que, em muitos casos, nunca saíram de Ubatuba. E de repente vão para os EUA, para o Japão. Conhecem um laboratório da NASA! Ajudamos a produzir uma consciência de que eles podem fazer muito mais”. (AB)

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