Terapia com cães alegra crianças

Shirley Marciano

Na pediatria do Hospital Municipal de São José dos Campos a alegria tem hora marcada. Todas as sextas-feiras, às 15 horas, os pequenos pacientes recebem uma visita incomum. Bruna e Belinha, as duas cadelas que fazem parte do Projeto Cão Amigo, têm a nobre missão de levar diversão às crianças que estão internadas para tratamento médico.

Essa “terapia canina”, iniciada em outubro de 2014, faz parte das ações da Comissão de Humanização do hospital. “É a primeira vez que vejo um cachorro dentro do hospital. É diferente. Acho que pode ajudar na recuperação das crianças, porque elas ficam mais animadas”, diz Valéria Ferreira Angelo, mãe de Guilherme, 6 anos.

Assim que viu a labrador Bruna, Guilherme já se mexeu na cama para passar a mão na cabeça dela. Acompanhada de seu treinador, Bruna foi gentil e o cumprimentou levantando uma das patas (foto). Após brincar com a cachorra, o menino tomou uma injeção no pulso, mas mostrou valentia e não chorou.

Valéria conta que ele está fazendo vários exames, porque tem febre há semanas. O treinador Lauro Freire comenta que há exigências para que seja autorizada a entrada dos cães no hospital, dentre as quais a de que os animais estejam com a vacinação em dia. Além disso, os cães são muito bem cuidados, limpos e escovados.

A pediatra Daniela Valadares conta que a finalidade do Projeto Cão Amigo é a redução da ansiedade e do medo das crianças durante o tratamento, que em muitos casos pode ser doloroso. “É nítido que acaba despertando esse lado lúdico das crianças. Elas ficam mais tranquilas e abrem o sorriso quando os cães chegam.

Temos observado um resultado muito positivo”, relata a médica. A pediatria possui 24 leitos. Bruna e Belinha percorrem cada quarto para visitar seus amigos. Após passar pelos quartos, Bruna vai para o quintal do hospital. Os pacientes que podem sair brincam livremente com ela.

É o momento em que a dócil labrador pode mostrar todas as suas habilidades, deitando, rolando, fingindo ter a pata quebrada. A reportagem visitou o Hospital num dia em que a pequena Belinha, de raça maltês, não podia brincar por estar no cio. “Mas ela é muito querida por todos e logo volta ao trabalho, porque adora brincar com as crianças”, explica Antonio da Silva Júnior, funcionário do Hospital e membro da Comissão de Humanização.

 

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