SAMU de São José dos Campos atendeu 910 pacientes em setembro

ATENDIMENTO MÉDICO DE URGÊNCIA

Fernanda Soares

Oferecido pelo governo federal com a finalidade de prover atendimento pré-hospitalar para a população, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência é acionado pelo telefone 192. Em São José dos Campos, o SAMU começou a operar somente em setembro de 2014, após a mudança de partido na Administração Municipal em janeiro de 2013. Administrado pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, o serviço tem parceria com o Ministério da Saúde e é gratuito.

O acionamento do SAMU é feito pelo telefone 192 e atende a três objetivos: atendimento a urgências e emergências médicas de qualquer natureza (tanto clínicas como traumáticas); a regulação do sistema de vagas de urgência e emergência em hospitais secundários e terciários por uma central 24 horas; e educação em urgência e emergência.

No primeiro mês de funcionamento, as nove ambulâncias que circulam pelo município fizeram 910 atendimentos, uma média de 30 por dia. Em comparação com os atendimentos realizados antes da chegada do SAMU, pelas duas viaturas do Resgate (Corpo de Bombeiros), o município atendeu um número quatro vezes maior de pacientes. O coordenador médico do SAMU, Fonseca Costa, conta com satisfação que a equipe realizou reversão de quatro paradas cardio-respiratórias no primeiro mês de atendimento. “Um dos pacientes já recebeu alta e só um ainda está na UTI”, informa. O SAMU possui uma Central de Regulação, onde técnicos em enfermagem e médicos fazem o primeiro atendimento, uma triagem dos casos que chegam pelo 192.

Parte dessas ligações é resolvida pelo atendente ao telefone, com a orientação do médico, sem a necessidade do deslocamento das ambulâncias. Os médicos também dão orientações de procedimentos que devem ser efetuados enquanto os pacientes aguardam a chegada da ambulância.

O serviço na Central é integrado às câmeras da Central de Operações Integradas, que têm três funções básicas: mostrar o local do acidente para a Central de Regulação, auxiliar as ambulâncias durante o deslocamento para acessar vias com menor tráfego e gravar as condições da prestação do serviço. Depois, são feitas reuniões para identificar possíveis falhas e discutir formas de aprimorar o trabalho. Em outros casos, as câmeras servem para evitar que a ambulância seja deslocada sem necessidade, além de possibilitar a identificação de eventuais trotes.

As ambulâncias ficam em sete bases localizadas nas diversas regiões da cidade, para que o atendimento seja agilizado.

Infraestrutura

São José recebeu nove ambulâncias do SAMU: duas de atendimento avançado e sete de atendimento básico. As ambulâncias de atendimento avançado são tripuladas por equipes de três profissionais: médico, técnico em enfermagem e motorista. Numa comparação simplista, ela seria superior a uma UTI móvel, com capacidade para realizar até mesmo uma cirurgia emergencial.

As outras sete ambulâncias contam apenas com motorista e técnico de enfermagem. No total, atuam no SAMU 32 médicos, 10 enfermeiros, 41 técnicos em enfermagem e 36 motoristas. A Prefeitura executará diversas ações educativas com o objetivo de estimular a compreensão de que o SAMU é um serviço dedicado a atender somente casos de urgência e emergência médicas. Esse trabalho será desenvolvido também junto às crianças, por meio do “Samuzinho”, um projeto que atuará nas escolas municipais, estaduais e particulares.

A ideia é explicar o que é o SAMU, como ele funciona e em que situações deve ser acionado e também capacitar professores para a reanimação. “É nas aulas de educação física que ocorrem mais casos. Queremos capacitar esses professores para a realização do atendimento emergencial e para que sejam multiplicadores do conhecimento também.

Nossa intenção é que a primeira aula de educação física em todas as escolas seja uma aula de reanimação”, explica Fernando Costa.

 

Quando chamar o SAMU 192:

• Dores no peito de aparecimento súbito

• Situações de intoxicação e envenenamento

• Queimaduras graves

• Trabalhos de parto com risco de morte da mãe ou do feto

• Problemas respiratórios graves

• Crises convulsivas

• Acidentes graves (trânsito, choque elétrico, atropelamento, afogamento)

• Tentativa de suicídio

• Perda de consciência (desmaio)

• Sangramento/ hemorragia

• Na transferência inter-hospitalar de doentes com risco de morte

Quando NÃO chamar o SAMU:

• No transporte para realização de exames

• Transporte para internação hospitalar

• Nas situações clínicas não urgentes (dor lombar crônica, febre baixa, problemas crônicos de saúde etc.)

• Em situações em que existe a condição de deslocamento por

meios próprios ao atendimento hospitalar.

 

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