CUT visita sede do SindCT e laboratórios do INPE

APROXIMAÇÃO E TROCA DE INFORMAÇÕES

Shirley Marciano

O SindCT apresentou o perfil de sua base, as instituições que representa e as dificuldades enfrentadas nas negociações anuais com o governo. A CUT, por seu lado, explicou o modo como se organiza e falou dos 3.700 sindicatos filiados. O SindCT recebeu a visita, no último dia 18 de agosto, de dirigentes nacionais da Central Única dos Trabalhadores (CUT), a maior central sindical do país e uma das maiores do mundo.

 

Compuseram a delegação cutista Sergio Nobre, secretário-geral, e Jandyra Uehara, diretora executiva da entidade. O objetivo da visita foi estreitar relações entre o Sindicato e a Central. O SindCT apresentou o perfil de sua base, as instituições que representa e as dificuldades enfrentadas nas negociações com o governo.

 

A CUT, por seu lado, explicou o modo como se encontra organizada, os sindicatos a ela filiados, as atividades que vem desenvolvendo nos setores público e privado, bem como a plataforma de ações aprovada recentemente na 14ª Plenária Nacional da entidade. A CUT possui atualmente cerca de 3.700 sindicatos em sua base, reunindo as mais variadas categorias dos setores industrial, comercial, serviços, tanto públicos quanto privados.

 

Segundo Nobre, “o principal papel da CUT é reunir os vários setores que compõem a classe trabalhadora para que juntos possam organizar suas lutas comuns em prol das melhorias das condições de trabalho, melhores salários, além de intervir também no debate político mais geral em torno dos grandes projetos para o país”.

 

Reivindicações comuns

Jandyra destacou que atualmente fica cada vez mais difícil para os sindicatos atuarem de forma isolada: “A própria estrutura sindical no Brasil foi pensada de forma a pulverizar as organizações sindicais e dividir os trabalhadores — e é aí que entra a importância de o sindicato estar associado a uma central sindical, pois muitos dos seus problemas e reivindicações são comuns aos pleitos de outras categorias”, destacou a dirigente da CUT. O presidente do SindCT, Ivanil Elisiário, fez uma breve apresentação dos 25 anos de história do sindicato, das principais lutas travadas em prol dos servidores e da importância do DCTA e do INPE como órgãos executores do Programa Espacial Brasileiro e para o desenvolvimento tecnológico do país em diversas áreas.

 

Já o secretário de Formação Sindical do SindCT, Gino Genaro, destacou que, apesar dos esforços empreendidos, a categoria tem perdido embates importantes relacionados ao setor espacial, frente à intransigência do governo. Casos como a criação da Alcantara Cyclone Space (ACS) e da Visiona, bem como a elaboração do chamado Código de C&T (PL-2.177), em vias de ser aprovado no Congresso Nacional e que trará sérias consequências ao futuro do INPE e DCTA (leia matéria na p. 4). Mais cedo, os dirigentes cutistas visitaram as dependências do INPE, sendo recebidos pelo diretor do instituto, Leonel Fernando Perondi. Na audiência, Perondi fez um histórico do instituto desde sua criação, incluindo os vários serviços prestados a governos, empresas e sociedade.

 

Em seguida a delegação da CUT visitou as dependências do Laboratório de Integração e Testes do INPE (LIT), onde foram recebidos por Geilson Loureiro e Heyder Hey, respectivamente chefe e vice-chefe do órgão. “Para nós foi uma rica experiência poder conhecer em mais detalhe um instituto público de pesquisa como o INPE, por toda a tecnologia, bens e serviços de alto valor agregado aqui produzidos”, destacaram os visitantes.

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