Muitas vitórias a comemorar

Ao celebrar 25 anos de existência, o SindCT tem muitas vitórias a comemorar, de muitas lutas expressivas que lapidaram uma reputação pouco divulgada, o que o torna de menor expressão entre seus filiados do que na arena de sua atuação política, onde os interlocutores da outra parte aprenderam a reconhecer o valor desta instituição.

 

A união de sindicatos e associações constituindo o Fórum de C&T estabeleceu este moderno e democrático espaço de convergência, discussão e resposta aos problemas enfrentados pelos servidores da Carreira de C&T.

 

Trata-se de ambiente vez por outra turbulento, com acaloradas discussões. Ali não há votações: apenas as convergências de consenso têm prosseguimento, o que em si é expressão máxima de mútuo respeito entre as entidades que o compõem. Crise?

 

Todo ano em que não se consegue um expressivo aumento salarial traz esse natural sentimento. É o que acontece neste momento em que o sindicalismo nacional das categorias que trabalham nas instituições públicas foi, em massa, enquadrado pelo acordo trianual 2013-2015, que em nosso caso específico impõe perdas de um terço do poder de compra dos salários desde junho de 2009! A vida de um sindicato é deparar-se cotidianamente com uma procissão sem fim de demandas e desafios.

 

O SindCT amadureceu junto com seus dirigentes e filiados, preocupa-se em enxergar através da porta entreaberta da aposentadoria já transposta por alguns dirigentes de presença histórica. Daí advém o maior de todos os desafios: a crise institucional causada pelo encolhimento da força de trabalho. Num contexto de tantas carências do povo brasileiro, os dirigentes dos institutos da Carreira de C&T não conseguem convencer às autoridades de que o desenvolvimento científico e tecnológico também é fator de promoção social.

 

Os resultados do investimento em C&T não são imediatos: alguém planta aqui para outro colher tempos depois, não é algo rentável em votos. O Estado brasileiro não tem entendido que entre o plantar e o colher existe o regar e esperar. Há um enorme desafio de convencimento. O SindCT não pode mais ficar retido na luta unicamente salarial, mas tem um caminho de provocação de todos os atores deste dramático contexto, a começar pela comunidade dos trabalhadores do INPE e do DCTA.

 

É preciso mobilizar autoridades, intelectuais do povo e órgãos de fomento numa ampla discussão, por meio de debates, simpósios, congressos e o que mais se puder usar que busque redimensionar as carências tecnológicas do país, a fim de revitalizar os institutos públicos de pesquisa e desenvolvimento na consecução de uma agenda nacional de desenvolvimento tecnológico sustentável.

 

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