IAE REALIZA SEMINÁRIO E WORKSHOP sobre Veículos Lançadores

Pesquisadores de vários estados do país se encontraram em São José dos Campos

Por Fernanda Soares

O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) realizou, de 5 a 6 de abril, no ITA, o 5º Seminário de Projetos de Pesquisa & Desenvolvimento em Veículos Espaciais e Tecnologias Associadas (SePP&D).

Participaram 350 cientistas e pesquisadores. Paralelamente ao Seminário foi realizado o Workshop Tendências Futuras para Veículos Lançadores.

O objetivo principal do seminário, segundo seus organizadores, foi a apresentação do resultado dos projetos de tecnologias associadas a Veículos Lançadores desenvolvidos no instituto e que estão fora dos programas anteriores: o projeto Veículos Lançadores de Satélites (VLS) e o projeto Veículos de Sondagem (VS).

Estes novos projetos têm custo total de até R$300.000,00, prazo máximo de realização de 24 meses e envolvem pequenos grupos de pesquisadores e técnicos.

Entre os participantes, estavam representantes do programa UNESPAÇO da AEB, o que foi um diferencial em relação às edições anteriores.

O evento promoveu a aproximação entre os pesquisadores de universidades brasileiras e os pesquisadores do IAE. Assim, os pesquisadores convidados puderam conhecer as aplicações para suas pesquisas.

Agora, poderão contribuir mais diretamente para os programas. Os pesquisadores internos tiveram a oportunidade de agregar novos resultados ao seu trabalho.

Avaliações e resultados

Em sua fala, Lisa Montgomery, da NASA, ressaltou a importância da empolgação da equipe para o sucesso dos projetos. Servidores do IAE relataram sentir falta de uma empolgação assim no instituto.

Felix Huber (DLR/Alemanha) apresentou os desafios da engenharia de sistemas em projetos de satélites e Mathias Persson (ECAPS/Suécia) falou sobre o combustível que pode substituir a hidrazina no controle de satélites sem os inconvenientes atuais. Ariovaldo F. Palmério (IAE) historicizou o desenvolvimento do VLS com seus erros e acertos.

A servidora do IAE Laís Mallaco aprovou o seminário: “é sempre bom rever nossos passos e refletir sobre nossas decisões”.

Na opinião do SindCT este tipo de evento é altamente positivo, aproximando a comunidade Nacional e Internacional dos Institutos, porém, o pesquisador, o cientista brasileiro precisa ter direito a maior participação nos processos de decisão e de definição da pesquisa do setor aeroespacial.

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