Doenças sexualmente transmissíveis em idosos e idosas

ALERTA IMPORTANTE

Doenças sexualmente transmissíveis em idosos e idosas

João Batista Alves de Oliveira*

O fato de as pessoas estarem vivendo mais tempo, de disporem de acesso às redes sociais, e o uso indiscriminado de remédios contra deficit de ereção, contribuem para maior exposição ao perigo das doenças sexualmente transmissíveis.

Os contatos em redes sociais e salas de bate papo criam muitas fantasias e favorecem o encontro e a relação sexual entre desconhecidos, o que traz vários perigos, os quais vão desde colocar em risco a segurança pessoal (por existir a possibilidade de roubos, agressões, crimes) até a contaminação por doenças sexualmente transmissíveis (DST), entre elas a AIDS ou Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Além da gravidade em si dessas doenças, habitualmente há o problema de seu não diagnóstico, pois o paciente e o médico não abordam a sexualidade durante a consulta, passando o problema despercebido trazendo, então, sérias complicações para a saúde.

O uso de medicamentos para o deficit de ereção tem feito com que homens pratiquem sexo extraconjugal e com múltiplos parceiros, o que eleva o risco de contrair doenças. Há também o risco da medicação em si, a qual não pode ser associada a alguns remédios cardiológicos, os quais comumente são usados por idosos. Pior ainda é a compra clandestina desses remédios, de qualidade e segurança duvidosa, o que mais uma vez põe em risco a saúde. Uma doença sexualmente transmissível no idoso pode ser confundida com sintomas habituais nessa faixa etária.

Por exemplo, a dificuldade para urinar no homem pode ser interpretada como sendo decorrente de problema na próstata, já identificado; ou uma infecção urinária na mulher pode ser interpretada como aquela infecção urinária que sempre aparece. Por vergonha, um idoso contaminado com doença sexualmente transmissível pode não procurar o médico, ou não relatar o contato sexual, o que pode dificultar ou atrasar o diagnóstico, favorecendo complicações graves.

Realidade alarmante Dentre todas as doenças sexualmente transmissíveis, a pior, por não ter cura, é a AIDS, uma realidade alarmante entre idosos. Vale lembrar que quanto maior o número de parceiros, maior a chance de contaminação, e que mesmo tratado o indivíduo pode se contaminar novamente caso tenha novo contato sexual. Importante saber que os sintomas das doenças sexualmente transmissíveis são variados, e que podem ser alterados pelas condições do organismo do idoso ou ainda pelo uso de remédios por conta própria. Pior do que a contaminação de uma pessoa que se expõe a uma relação sexual insegura é a contaminação da parceira ou parceiro que fica em casa, fiel. Vale ainda lembrar que sexo oral também transmite doenças sexualmente transmissíveis.

Precauções Se você teve um contato sexual desconhecido e começou com: - lesão genital, mesmo sem dor ou secreção; - algum corrimento; - coceira genital; - dor ou dificuldade ao urinar; - lesões na boca; - lesões como furúnculo na região de virilha, procure um médico e relate o seu contato sexual – você pode estar com uma doença sexualmente transmissível.

Então: - não tome remédio para deficit de ereção sem prescrição médica; - se receitado, não o compre de forma clandestina; - não faça sexo com desconhecidos; - não tenha vida extraconjugal; - lembre-se que sexo oral transmite doenças. Cuide-se. Cuide da sua parceira ou do seu parceiro.

*O médico João Batista Alves de Oliveira (doctor-jb@ hotmail.com) é clínico geral, especialista pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica, e mestre em Gerontologia pela PUC-SP. Atua em Cuidados Paliativos.

Se precisar de orientação, procure o Programa DST/AIDS

A Prefeitura de São José dos Campos mantém, com apoio dos governos estadual e federal, duas unidades especializadas em DST/AIDS, o Centro de Referência de Moléstias Infecciosas (CRMI) e o Centro de Orientação e Apoio ao Soropositivo (COAS). Nelas os interessados recebem orientação médica, diagnóstico com aconselhamento, fornecimento de preservativos com todas as orientações necessárias, e podem realizar testes gratuitos para o HIV, hepatite B e C e sífilis, de forma sigilosa. Pré- -natal das gestantes portadoras do HIV e acompanhamento ginecológico das mulheres portadoras do vírus também são oferecidos. As unidades dispõem de ambulatórios especializados, masculinos e femininos, para atendimento de DST.

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