O país melhorou, mas ainda há muito o que fazer

CIÊNCIA E TECNOLOGIA: precisamos de jovens cientistas

O país melhorou, mas ainda há muito o que fazer

A pauta de reivindicações das recentes manifestações no país é ampla. Todos têm do que reclamar, não obstante os principais índices de controle social e econômico, da educação à saúde, da moradia ao emprego, recentemente publicados pela mídia, mostram que o Brasil melhorou nas últimas décadas. 

O povo não está errado, as diferenças sociais continuam abismais e há muitos desafios na infraestrutura, na mobilidade urbana, no combate à violência na forma de assaltos, homicídios, além do banditismo em geral e da corrupção. Somos um país que, resolvendo os problemas básicos da sobrevivência, busca agora a escalada da qualidade de vida. O Setor de desenvolvimento científico e tecnológico também tem do que reclamar: precisa de jovens cientistas para arejar os institutos públicos de pesquisa. 

A ausência de uma política adequada voltada à importância estratégica da atividade impacta a manutenção da capacidade instalada e ameaça a prestação de muitos serviços à sociedade. No CPTEC do Inpe e no LIT, de cada três trabalhadores, um é contratado por fundação de “apoio” e o outro é temporário que tem que ser desligado do serviço em 2014. 

As previsões do clima e do tempo estarão comprometidas já no próximo ano. O DCTA dará posse a 241 novos servidores concursados, mas o contingenciamento anunciado pelo governo lança dúvidas sobre o futuro das 880 vagas criadas para preenchimento em 2014 e 2015.

Em nome da “governança”,  o MCTI, a AEB e gestores públicos e privados apontam como solução a criação das Organizações Sociais – OS, que poderiam comprar materiais e serviços com maior liberdade, além de admitir e demitir pessoas como queiram. Já os órgãos de controle (AGU, CGU, TCU) afirmam que o dinheiro público investido nestas empresas tem que seguir as mesmas regras de licitações do governo. 
Apesar da importância do tema, tramitam, sem a atenção da sociedade na Câmara e no Senado, projetos de lei que desenham um outro ambiente jurídico para a atividade de C&T no Brasil. 

A comunidade científica se preocupa com os aspectos subliminares, questões que requerem maior diálogo: tecnologias estratégicas de baixo valor comercial, formação dos profissionais, aquisição e resguardo de conhecimento, segurança e sigilo estratégico. 
Quem garante que não haverá facilitação da atividade de espionagem nos sistemas importados que serão integrados nos satélites geoestacionários da Visiona? As comunicações militares na Banda X serão seguras?

 

 

 

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