Fazemos um trabalho sério dedicado à pesquisa e à ciência

O DIA 1º DE MAIO é nosso dia

Os servidores do DCTA e do INPE têm grande responsabilidade com o país e devem ser lembrados e homenageados no Jornal do SindCT do mês dos trabalhadores.

Por Fernanda Soares

São eles, os 1100 funcionários do INPE e os cerca de 2200 do DCTA os responsáveis pelo desenvolvimento de novas tecnologias implantadas no nosso dia-adia, das quais muitas vezes a sociedade não toma conhecimento.

Uma das grandes inovações surgida nos dois institutos foi a urna eletrônica.

Podemos citar tantas outras criações: os projetos aeronáuticos que geraram a Embraer, o desenvolvimento de satélites, de veículos aéreos não tripulados, mísseis, previsão de tempo, o monitoramento de queimadas, o desenvolvimento do motor e da tecnologia do álcool, além de dezenas de outras pesquisas que geram conhecimento e uso em outras áreas, como por exemplo, a broca revestida com diamante, utilizada por dentistas.

Ademir de Freitas Lima, técnico em mecânica e funcionário do DCTA desde 1984, chega a esquecer os problemas gerados pela falta recursos quando fala de seu trabalho: “gosto do que faço, é bem variado e precisa-se de criatividade em laboratórios. Preciso estar sempre inovando, criando novos dispositivos para exercer minha função”.

Lidar com adversidades é uma forte característica dos nossos trabalhadores. Nas instituições de pesquisa há até falta de equipamentos de segurança em alguns departamentos.

A contratação de pessoal e o pagamento correto de gratificações legais também é uma necessidade. Mesmo assim, fatos que, por ventura, poderiam vir a desmotivar os servidores são enfrentados com dedicação à C&T.

Os objetivos maiores dos trabalhadores da área são a pesquisa e o desenvolvimento da ciência no Brasil.

A paixão pela ciência e tecnologia espacial é o que mantém os servidores trabalhando nas instituições.

O técnico em mecânica e processamento de dados José Paulo da Silva, há 29 anos no INPE, resume: “É tudo que eu gosto, me sinto realizado profissionalmente”.

A ORIGEM DO 1º DE MAIO: a primeira batalha da classe operária

A luta de muitas gerações garantiu os direitos de hoje

Até cem anos atrás, os trabalhadores tinham uma jornada de 12, 14 ou mais horas de trabalho.

A origem do 1º de Maio está diretamente ligada à luta pela redução da jornada.

Em 1864, em Londres, durante a I Conferência Internacional dos trabalhadores, os 50 representantes presentes decidiram que a luta central da classe seria pela redução da jornada de trabalho.

Vinte e dois anos mais tarde, no dia 1º de Maio, nos Estados Unidos, na cidade de Chicago, aconteceu uma grande greve geral pelas 8 horas.

A repressão dos patrões e seu governo foi violentíssima.

Quase mil feridos, mais de 100 mortos, e cinco líderes condenados à forca. E nada de conquistar as 8 horas. No século XX, em vários países, começaram a ser feitas leis que garantiam direitos dos trabalhadores.

Após a I Guerra Mundial, foi criada a Organização Internacional do Trabalho (OIT) que, logo em 1920, recomendou que todos os países implantassem a jornada de 8 horas.

Aos poucos, essa e várias outras leis foram feitas sob pressão de milhares de greves de todo tipo de trabalhadores.

Foram as chamadas Leis Trabalhistas: 8 horas, descanso aos domingos, férias, licença maternidade, aposentadoria, Previdência Social, salário mínimo, entre tantas.

Todas elas são frutos de muitas lutas: assembleias, piquetes, manifestações, barricadas, greves e, em alguns países, revoluções políticas que implantaram regimes socialistas. Os vários governos se viram forçados a fazer concessões para evitar que a classe trabalhadora continuasse suas revoltas.

Assim, em vários países a política geral passou a ser chamada de socialdemocrata, que ficou conhecida como “Estado de Bem-Estar Social”. Os direitos conquistados foram fixados em leis que os patrões tinham que obedecer.

Todo ano, no 1º de Maio, em lembrança daquela greve de Chicago de 1886, os trabalhadores saem às ruas para comemorar as vitórias já obtidas e apresentar suas novas exigências.

Sabem que precisam prosseguir nesta luta. Desde 1980 pra cá, os trabalhadores estão atravessando uma crise.

O sistema capitalista começou uma profunda transformação para garantir lucros.

A política geral passou a ser o neoliberalismo e foi implantada a chamada reestruturação produtiva.

As palavras da moda foram “Reformas estruturais” e “flexibilização”.

O capital passou a retirar direitos conquistados com mais de 100 anos de batalhas operárias.

Com isso começaram a ser retiradas, uma a uma, as conquistas que estavam garantidas em leis.

Leis criadas em consequência de 150 anos de lutas dos trabalhadores.

Hoje, 1º de Maio de 2011, precisamos retomar as lições deste século e meio de lutas para garantir os direitos que sobraram e, mais, conquistar novos.

É esta a homenagem que devemos fazer aos “mártires de Chicago”.

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