Falta de pessoal: Contratações são primordiais

Falta de pessoal: Contratações são primordiais

Os órgãos e institutos de pesquisa brasileiros estão em grave perigo de extinção, devido às décadas de ausência de políticas gerenciais de continuidade da atividade. O DCTA tinha, em 1987, 3427 servidores e o Inpe 1807, reduzidos, em 2012, a 1709 e a 1041, respectivamente.

O DCTA será reduzido a 890 servidores em 2020 e o Inpe terá mais da metade dos servidores em condições de aposentar até 2017; precisaria ter o dobro do efetivo para poder conduzir sua missão à contento.

Não bastassem os problemas técnicos que com o CBERS, o Inpe enfrenta ataque de “fogo amigo”: MCTI o acusa de prestigiar atividades de pós-graduação em detrimento das de engenharia – míope visão de quem não conhece a instituição e nem seu programa de formação.

A precarização já nos alcançou, estão criadas as prerrogativas para a privatização pelas OS, em nome da “governança”. É preciso lançar incontinente um CBERS estropiado e carcomido por traça cibernética, mesmo que isto ponha em risco a reputação de um instituto de mais de meio século? E o VLS terá a mesma verba orçamentária do ano passado, os insuficientes quinze milhões.

Enquanto isso, a ACS promete lançamento do Cyclone IV de terras tupiniquins para 2014. O Brasil segue “perdido no espaço”, pois temos o mais atrasado programa espacial entre os BRICS, resultado de um arcabouço legal ambíguo, restritivo e atrasado, e de décadas de falta de vontade do governo.

Se houvesse uma política de estado para o Programa Espacial Brasileiro, a produção das soluções dos desafios tecnológicos transbordaria trabalho em profusão para as indústrias; haveria fomento de desenvolvimento e produção de sistemas e subsistemas dos artefatos espaciais; e não haveria necessidade de inventar PMM2 para socorrê-las. Aliás, um dos mais antigos institutos do DCTA é o IFI – Instituto de Fomento e Coordenação Industrial, que levou a cabo um dos mais bem sucedidos processos que culminou na criação da Embraer.

No mais, só resta falar dos salários: neste ano, não teremos campanha salarial, estamos engessados até 2015, por conta de um acordo espúrio imposto, pelo governo, às representações sindicais dos servidores.

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