Alzheimer: o que é e como evitar

Alzheimer: o que é e como evitar

ENVELHECIMENTO e exercício físico

Estudos apontam que a prática regular de atividade física pode contribuir para evitar a progressão da doença.

O envelhecimento é um processo natural e irreversível ao ser humano. Com o progresso da ciência e da tecnologia quanto à prevenção e diagnóstico de doenças é possível observar um aumento populacional em todo o mundo.

Em estudo realizado pelas Nações Unidas estimou-se que, no ano de 2009 haviam cerca de 523 milhões de pessoas idosas em todo mundo, número que passará a ser ainda maior no ano de 2050 com cerca de 1,5 bilhões de pessoas na “terceira idade”, ou seja 16% da população mundial. No Brasil esta não é uma realidade diferente. A população em nosso país também está a envelhecer, segundo estimativas dos censos do IBGE (2000 e 2010).

Estes recentes estudos demonstram que a pirâmide etária de nossa população estará no ano de 2050 praticamente equilibrada no número de crianças, adolescentes, adultos e idosos.
Em consequência ao grande envelhecimento populacional é crescente também o número de casos de doenças relacionadas ao envelhecimento. As mais encontradas são diabetes mellitus, hipertensão arterial e problemas relacionados ao coração como aumento do colesterol ruim e diminuição do colesterol bom. Também é possível observar aumento nos casos de doenças degenerativas, como doença de Parkinson e a doença de Alzheimer.

A doença de Alzheimer é uma doença progressiva e irreversível, caracterizada principalmente pela perda de memória do indivíduo. Este processo ocorre devido à degeneração cerebral, ou seja, o comprometimento do cérebro, que em virtude de substâncias tóxicas produzidas pelo organismo acabam por comprometer o bom funcionamento dos neurônios. A morte destes neurônios é a principal via responsável pelo esquecimento e confusão que o indivíduo idoso apresenta.

O diagnóstico preciso da doença pode ser constatado apenas em exames pós-morte, contudo muitos estudos vêm sendo desenvolvidos para a criação de um diagnóstico em vida mais preciso e eficiente que possa ser realizado por médicos – neurologistas e geriatras. Os mais utilizados atualmente se baseiam no histórico familiar deste paciente, se já apresenta quadros de doença de Alzheimer na família e os exames neuropsicológicos, nos quais o neurologista, por meio de entrevista e perguntas simples do dia a dia como o dia da semana em que estamos, bairro em que reside ou por meio da identificação de alguns objetos pode identificar se o indivíduo idoso já apresenta algum quadro de demência (estágio anterior à doença de Alzheimer).

O tratamento para esta doença é realizado de forma geral por meio de fármacos, remédios específicos para a doença utilizados para evitar a progressão da doença. Devido a sua cura ainda desconhecida a principal função dos remédios é evitar que a doença evolua par um quadro mais severo, aonde o paciente passa a apresentar não apenas os problemas de memória, mas também quadros como distúrbios no comportamento, em que o paciente se torna uma pessoa depressiva, agressiva ou completamente apática e fora do mundo, como também a incapacidade física.

Com sua progressão o paciente passa a realizar cada vez menos as tarefas do seu dia a dia, necessitando assim do auxílio de um cuidador para sua execução. Este comprometimento nas tarefas básicas do dia a dia contribui para o mau funcionamento das funções motoras do indivíduo, que passa a apresentar problemas de equilíbrio e menores níveis de flexibilidade ou força.

A fim de reverter os prejuízos físicos em virtude do envelhecimento e do quadro clínico de doença de Alzheimer, é bastante recomendada a prática de atividade física. Estudos demonstram que a prática de exercícios físicos contribui não só para melhora na memória deste paciente como também contribui para aumentar a flexibilidade, equilíbrio e coordenação motora.

Com esse objetivo, desde o ano de 2006 professores e alunos da UNESP – Univ. Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” do Campus de Rio Claro dentro do Programa de Cinesioterapia Funcional e Cognitiva em Idosos com Doença de Alzheimer (PRO-CDA), projeto de extensão do departamento de Educação Física vem proporcionando a esta população exercícios físicos com o intuito de retardar a progressão da doença. O projeto, juntamente com a formação de estudantes de educação física, fisioterapia, psicologia e pedagogia, desenvolve estudos que buscam investigar os efeitos do exercício físico nos pacientes com doença de Alzheimer bem como em seus cuidadores, em geral familiares que se dispõem a fornecer todos os cuidados necessários por este idoso.

Estes trabalhos, resultados de trabalhos de conclusão de curso de graduação, dissertações de mestrado e teses de doutorado contribuem para a comunidade científica de todo o mundo que estudam esta doença, a fim de encontrar possíveis explicações para seu surgimento bem como sua cura.

O que se sabe é que a prática de exercícios físicos de forma regular e orientada por um profissional de educação física só é benéfica. Por isso mexa-se, pratique exercícios, caminhe, corra, se movimente, este pode ser o caminho para se evitar o desenvolvimento dessa doença, e de muitas outras mais. Você ainda vai ficar parado?
(*) Marcelo Garuffi Santos é formado em Educação Física na UNESP e atualmente cursa Pós-graduação em Ciências da Motricidade trabalhando especificamente nas áreas de envelhecimento, exercício físico, memória e doença de Alzheimer

Alzheimer no cinema
O Alzheimer tornou-se tão conhecido que muitos filmes retratam histórias com a doença.
Em “Diário de Uma Paixão” o filme conta a linda história de um casal, em que, ela atingida pelo Mal de Alzheimer é convencida através da leitura do seu diário- por ele, a relembrar ou recordar o história de amor vivida pelos dois.

A perseverança esta na ida dele diariamente a clínica onde ela está internada para tratar da doença e ele lê para ela as páginas escritas por ela,relatando tudo que foi vivido por eles até então.
É uma amor que transpõe obstáculos diários, onde o reconhecimento chega em poucos segundos e num estalo quando ele consegue com ela uma conexão com o presente, tudo volta ao esquecimento, pois ela se assusta por não reconhecê-lo e apavora-se diante do desconhecido.

O amor é abnegado tanto pelo marido quanto pelos filhos e os netos que sabem que nunca serão reconhecidos, mesmo assim a visitam.

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