Que venha o próximo ministro do MCTI

Que venha o próximo ministro do MCTI
MCTI volta à dança das cadeiras

Da Redação
jornal O Vale publicou editorial intitulado “Depois da queda, nada muda na política de Ciência e Tecnologia no país”.
No texto o jornal afirma algumas impropriedades. Diz que o SindCT apoiou a indicação de Marco Antonio Raupp para o comando do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação - MCTI.
O jornal levanta ainda a grave denúncia de que o SindCT seria ligado ao Partido dos Trabalhadores - PT, sem apresentar qualquer prova ou evidência.

Afirma, apoiado em declarações de terceiros, que a indicação de Raupp para o ministério seria “uma prova de [comprometimento] com a comunidade científica e com os projetos prioritários para o setor, como o desenvolvimento de novos satélites e do novo VLS”, e que a minirreforma ministerial a ser anunciada pela presidenta Dilma Roussef “promete enterrar estas expectativas positivas e mostrar toda a superficialidade do discurso petista em defesa da ciência e tecnologia”.

Por fim, o texto afirma que “o ministério deve ser entregue como brinde ao deputado federal Gabriel Chalita (PMDB), o ex-secretário de Educação que se notabilizou muito mais pela sua febril atividade como escritor do que pelos projetos que tentou emplacar em São Paulo”.

O SindCT manifestou-se sobre este editorial através de carta à redação do jornal, entretanto a mesma foi publicada apenas parcialmente.
Publicamos a seguir a íntegra de nossas considerações acerca do editorial de O Vale.

“Prezado editor,
O Sindicato dos Servidores Federais na Área de C&T - SindCT, que representa os servidores do Inpe e DCTA, e como entidade responsável pela edição do Jornal do SindCT, veículo informativo da direção do sindicato, ambos mencionados de forma torpe no editorial de O Vale de 24/01/13, vem informar o que segue:

1) o SindCT, através de sua direção, mas também com o aval da grande maioria de sua base, sempre criticou a nomeação de Marco Antonio Raupp para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação - MCTI.

Fizemos isto por entender que Raupp sempre representou os interesses de uma elite econômica e política retrógrada, preocupada muito mais com o lucro privado do que com o real avanço da C&T no País.

Prova disto pode ser observada pelo tempo em que dirigiu o Parque Tecnológico de São José dos Campos, ainda na gestão do PSDB, bem como as vultosas somas de recursos do MCTI repassadas à inciativa privada em detrimento dos órgãos públicos ligados ao Programa Espacial Brasileiro - PEB.

2) enquanto a grande mídia brasileira (incluindo O Vale) aplaudia a indicação do Sr. Raupp para o MCTI, ressaltando seu lado “apolítico” e de “cientista renomado”, o SindCT já vinha a público mostrar que este senhor tinha lado, e que este lado não era o nosso.

3) os dois governos Lula e o governo Dilma colocaram o Programa Espacial Brasileiro - PEB em um outro patamar em termos de investimentos, saindo dos menos de R$100 mi da era FHC (que contribuiu para a tragédia de Alcântara em 2003), para os atuais R$300 mi/ano.
Além disso, recuperou os salários dos servidores, por décadas rebaixados, com um aumento médio de cerca de 100% em 2008. Ainda assim, reconhecemos, há muito o que avançar.

4) afirmar que o SindCT é “ligado ao PT” vale tanto quanto afirmarmos que O Vale é ligado ao PSDB e à oligarquia desta cidade.
Além do mais, desafiamos O Vale a apresentar uma única prova que corrobore a gravíssima denúncia de que nossa entidade seria “ligada ao PT” ou que estaria sendo utilizada para servir a interesses partidários.

5) quanto à iminente substituição de Raupp à frente do MCTI, só podemos aplaudir, pois este senhor muito pouco ou nada contribuiu para o avanço de instituições como o Inpe e o DCTA.

Se Chalita é um escritor e um não-cientista, isto pouco importa. Basta lembrar que um dos mais importantes ministros da história do MCTI foi Renato Archer, que de cientista e pesquisador não tinha nada.
Quem quer que venha a ser o substituto de Raupp, o SindCT irá buscar o diálogo em prol do avanço soberano do País na área espacial.
Atenciosamente,

A Direção – SindCT”

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