O monopólio da comunicação

O monopólio da comunicação
INFORMAÇÃO manipulada

CT traz algumas matérias tratando de temas distintos, mas que guardam entre si um ponto em comum: o papel parcial e antidemocrático exercido por boa parte da chamada “grande imprensa” no Brasil.

Uma delas mostra, por exemplo, como os avanços tecnológicos para a conquista do acesso ao espaço pelas Coreias do Norte e do Sul são tratados de forma antagônica. Assim, enquanto o feito do país do Sul (capitalista e sob influência dos EUA) foi noticiado como uma grande conquista, o mesmo feito do país do Norte (comunista e não alinhado aos EUA) foi tratado como uma afronta às resoluções da ONU e um ato provocativo que coloca em xeque a segurança da região.

Em outra matéria, publicada no editorial do jornal O Vale, o SindCT foi acusado, sem a apresentação de qualquer prova e sem ouvir qualquer representante da entidade, de ser ligado ao PT (Partido dos Trabalhadores), e de ter apoiado a indicação de Marco Antonio Raupp para o cargo de ministro do MCTI.

Em resposta do SindCT ao jornal refutando estas afirmações, apenas uma pequena parte da carta foi publicada, motivo pelo qual estamos publicando a íntegra de nossa resposta nesta edição. Mas a grande imprensa não trata de forma desrespeitosa apenas os seus leitores.

Outra matéria desta edição traz sérias denúncias levantadas sobre a empresa Valebravo, responsável pela publicação dos jornais O Vale e Bom Dia, envolvendo não pagamento de férias aos funcionários e demissões daqueles que se envolveram em atividades de protesto contra os maus tratos da empresa.

Para fazer o contraponto e mostrar que existe espaço para a imprensa de qualidade, publicamos matéria divulgando uma extensa reportagem feita pela revista Retrato do Brasil sobre nosso programa espacial.

Tudo isto mostra o quanto é necessária a criação de uma lei que regulamente e fiscalize os abusos cometidos pela grande mídia sob o manto da “liberdade de imprensa”.
Especialmente no Brasil, onde meia dúzia de famílias detém a propriedade de quase todos os grandes jornais, rádios e televisões, o direito de resposta não é garantido, políticos são proprietários de rádio e TV e onde a notícia é muitas vezes manipulada para se atingir fins políticos e econômicos de interesse destas empresas e famílias.

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