AS ENCHENTES NÃO SÃO POR ACASO: mil desculpas não encobrem a realidade

São Paulo: megalópole debaixo d´água

Todo ano é a mesma coisa. Inundações, alagamentos, enchentes, nos mesmos lugares. É fácil culpar São Pedro. Mas estes desastres são possíveis de ser evitados. Então por que é sempre a mesma história?

No dia 4 de março, o governo do Estado de São Paulo anunciou um pacote antienchentes para os rios Tietê e Pinheiros.

A promessa de construção de diques, piscinões e muros de contenção veio logo após as fortes chuvas dos primeiros dias do mês, que mais uma vez tornaram a vida na região metropolitana caótica.

Neste ano, mais de 30 pessoas ficaram feridas e 28 morreram, além de milhares estarem desabrigadas.

Este cenário, que se repete de maneira mais ou menos intensa por todo país, não é novidade. Há décadas notícias e imagens de enchentes tomam jornais e noticiários de TV.

Causam surpresa e espanto momentâneos, mas não resultam em ações preventivas por parte dos governos.

Raquel Rolnik, urbanista e relatora especial da ONU para o direito à moradia adequada não deixa dúvidas que o problema é o modelo econômico adotado pela maioria dos países.

Um mundo com milhões de moradias precárias que sempre são atingidas por problemas como os que atingem São Paulo a cada ano.

Eis a síntese da especialista: “Temos um bilhão de favelados no mundo e há uma confluência perversa entre essa situação e os lugares mais expostos a desastres ambientais, como deslizamentos de terra e inundações” (R. Rolnik)

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