Educação e Cultura

CORTEJO chega à sétima edição
7º Cortejo de Miolos de Boi agita São Luís


“No lombo do meu boi
Tem um céu todo estrelado
Ferro em brasa não encosta
Ah meu boi é mimoso
Meu boi é mimado
Veio do pau deitado
Fazer apresentação
Trouxe rimador do bom
Pra boiar no Maranhão”
(Alcione)

Por Fernanda Soares

Bumba Meu Boi, folclore brasileiro, anima o centro histórico de São Luís do Maranhão ao final das festas juninas.
No dia 13 de julho, mais de 200 miolos de boi se reuniram para a 7ª edição do Cortejo de Miolos de Boi. A festa começou às 9h, com a abertura da exposição das capoeiras (panos ricamente bordados que enfeitam os boizinhos, também chamados de couro do boi).

A mostra foi montada na Rua Portugal, em frente à sede da secretaria de Estado da Cultura, na Praia Grande, onde se apresentaram a Banda da Guarda Municipal e a banda do 24º Batalhão de Caçadores.

O tradicional cortejo, que ocorre há sete anos, teve concentração na Praça Deodoro, em frente à Biblioteca Pública Benedito Leite. De lá, os miolos, acompanhados pela Banda da Polícia Militar, seguiram em desfile pelo centro histórico de São Luís e encerram a festa no Palácio dos Leões.

“Esperamos reunir, neste cortejo, cerca de 200 miolos, que foi o número registrado no encontro do ano passado”, diz José Reis, um dos organizadores do cortejo, antes de iniciar a festa. Reforçou ainda que o projeto tem por objetivo valorizar e divulgar as manifestações culturais por meio da dança e do artesanato e contribuir para o crescimento e desenvolvimento do turismo no Maranhão.

Homenagem
Como acontece desde o início do projeto, quando um dos miolos é homenageado, este ano o escolhido foi o miolo Senivaldo que, por 14 anos, dançou sob o Boi de Nina Rodrigues. Morto ano passado, o miolo era presença certa no cortejo. “Ele participou das seis edições anteriores, era uma presença constante no evento e por isto resolvemos fazer a homenagem”, diz José Reis.

História
O documento mais antigo de que se tem notícia a respeito do Bumba Meu Boi é datado de 1791, num jornal de Recife.
A festa do Bumba Meu Boi constitui uma espécie de ópera popular. Basicamente, a história se desenvolve em torno de um rico fazendeiro que tem um boi muito bonito. Esse boi, que inclusive sabe dançar, é roubado por Pai Chico, trabalhador da fazenda, para satisfazer a sua mulher Catirina, que está grávida e sente desejo de comer a língua do boi. O fazendeiro manda os vaqueiros e os índios procurarem o boi. O fazendeiro, ao saber do motivo do roubo, perdoa Pai Chico e Catirina, encerrando a representação com uma grande festa.

O boi é a principal figura da representação. Ele é feito de uma estrutura de madeira em forma de touro, coberta por um tecido bordado ou pintado. Nessa estrutura, prende-se uma saia colorida, para esconder a pessoa que fica dentro, que é chamada de “miolo do boi”. Todos os personagens são representados de maneira alegórica, com roupas muito coloridas e coreografias.
(com informações do Brazilsite)

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