SindCT espera de Raupp investimento nos institutos de pesquisa e em tecnologia nacional

SindCT espera de Raupp investimento nos institutos de pesquisa e em tecnologia nacional

Ministro Marco Antonio Raupp demonstrou contrariedade com a charge de capa da 13ª edição, por considerar que os leitores poderiam ser levados a entender que a empresa estrangeira sairia de sua sala sem a mala de dinheiro. Repudiamos este entendimento. A figura chama a atenção para dois assuntos tratados na edição: a Câmera Mux, completamente desenvolvida no Brasil, que pode produzir imagens com resolução de 20 metros a partir de um satélite; e o Sistema de Controle de Atitude, projetado para correção de órbita de satélites.

Ambos desenvolvimentos têm sido desprezados e preteridos por sistemas estrangeiros, causa de nossa indignação explicitada. Esta denúncia jamais poderia ser ofuscada por um entendimento simplório de um ato gratuito de ofensa pessoal.

A mala de dinheiro representa ostentação da empresa estrangeira, só isto. Resta intacta a imagem do ministro, de quem esperamos a promoção do Programa Espacial Brasileiro, o fortalecimento dos institutos de pesquisa, o reequipamento do INPE e do DCTA e o fomento de transferência de tecnologias advindas do desenvolvimento de sistemas e componentes espaciais por empresas estrangeiras.

Esperamos que ele consiga pautar o desenvolvimento científico e tecnológico como políticas de Estado e estabeleça condições de atratividade e retenção de profissionais talentosos aos quadros de pessoal dos institutos. Restam, entretanto, muitas dúvidas e apreensões: mudanças institucionais do MCTI que envolvem a AEB e o INPE (e uma possível fragmentação deste); a ACS, que por uma duvidosa promessa de acesso ao espaço, consome recursos que poderiam ser direcionados ao VLS e a privatização do PEB.

O discurso do ministro na posse do novo diretor do INPE deixa clara sua intenção de desenvolver outros satélites, para a Agência Nacional de Águas – ANA e para o Ministério da Agricultura, nos mesmos moldes do Satélite Geoestacionário Brasileiro. No que tange a este último, a mídia divulgou recentemente que a PUC/RJ terá a responsabilidade de sua especificação! Isto é um absurdo, uma ofensa, um enorme desrespeito ao INPE. Convidamos os leitores a uma profunda reflexão a partir de uma atenta leitura destes assuntos.

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