Saúde

MARCAÇÃO DE CONSULTAS: Tormento a ser evitado

Demora em atendimento é parte da rotina dos planos de saúde
A longa espera por atendimento médico deixou de ser reclamação somente na rede pública.

Usuários de convênios particulares enfrentam o mesmo problema.

Por Fernanda Soares
O descontentamento é tanto que usuários dos planos de saúde especulam até mesmo sobre falência dos convênios. Com certeza, só se pode afirmar os planos de saúde estão em segundo lugar no ranking de reclamações do Procon do estado de São Paulo.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável pela fiscalização dos planos de saúde, fixou em junho de 2011 um prazo de 15 dias úteis para a marcação de consultas (por meio da Res. Normativa 259).

A regra parece não estar funcionando. Entre dezembro de 2011 e março de 2012, a ANS recebeu mais de 3.000 reclamações de não cumprimento do prazo, de quase 20% das operadoras de plano de saúde no Brasil. De acordo com a ANS, as empresas que descumprirem o prazo podem receber uma multa que varia de R$ 80 mil a R$ 100 mil, em casos de emergência. O Jornal do SindCT tentou agendar, na semana de 14 a 18 de maio, consulta com especialistas da rede Unimed e Ativia de São José dos Campos, planos oferecidos pelo SindCT a seus filiados. Confira o resultado no quadro abaixo.

O consumidor que se sentir lesado deve fazer sua reclamação à ANS através do telefone: 0800-701-9656

Convênio Unimed
cardiologista Fábio R. S. Batista – somente a partir de novembro
cardiologista José Luiz F. A. Lessa – ligar em junho para marcar para julho
endocrinologista Eder Teixeira Cardoso – não atende consultas.
A atendente disse que é necessário marcar uma consulta com um clínico geral e levar o pedido de encaminhamento ou o diagnóstico de exame.
endocrinologista Márcio Antônio Pereira – não tem horário para novos pacientes, o paciente deve deixar nome na lista de espera e aguardar contato do consultório.
dermatologista Jaqueline S. Santana Peres – consulta marcada para julho
dermatologista Dirlene M. Palmeira Roth – consulta marcada para 31 de maio

Convênio Ativia
cardiologista Paulo Eduardo G. Gaia – consulta marcada para junho
cardiologista Celestino Carvalho Junior – consulta marcada para 29 de maio
endocrinologista Vanderlei Angelo N. Gagliardi – consulta marcada para 25 de julho
endocrinologista Orlando Carlos Costa – consultas disponíveis somente para agosto
dermatologista Alan Techelsk – consulta marcada para o dia seguinte à ligação
dermatologista Caroline Costa M. Simões – consulta marcada para 5 de junho

Médicos recebem
R$ 30,00 por consulta
No final de abril, os médicos que atendem em planos de saúde interromperam consultas e outros procedimentos durante 24 horas em 12 estados. O protesto foi realizado no Acre, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte,Bahia, Paraíba, Minas Gerais, Pernambuco, Santa Catarina e Sergipe. Em São José dos Campos, os médicos organizaram uma passeata para chamar atenção da população para o problema que enfrentam.

A queixa principal é o valor pago por consulta, que em alguns planos não ultrapassa R$ 30,00; e a demora para o recebimento dos honorários. O baixo valor pago por consulta obriga o médico a diminuir o tempo dedicado a cada paciente durante uma consulta, para que possa atender o maior número possível de pessoas e, assim, conseguir custear seu consultório. O resultado é paciente e médico insatisfeitos.

Unimed
nega cirurgia por vídeo
Agda Lúcia Sales, nora do aposentado do INPE Ernando Noronha Sales, procurou o SindCT para reclamar de um não atendimento por parte da Unimed de São José dos Campos. Ela conta que a sogra, Joanna Maria C. T. Salles, necessita de uma cirurgia para retirada do rim.

“A cirurgia por vídeo é melhor para o plano e para o paciente. O paciente não precisa de UTI, corre menor risco, e a despesa para o plano de saúde é menor”, diz. Mesmo com o contrato constando cobertura para esse tipo de procedimento, a cirurgia por vídeo para a senhora Joanna foi negada. A nora prepara novamente os pedidos para a cirurgia e, no caso de uma nova negação, encaminhará a reclamação à ANS.

APOSENTADORIA: Bom momento para ativar a sexualidade

No mês passado uma notinha na coluna do Ancelmo Góis, em um jornal carioca, chamou a atenção de muita gente. Nela o jornalista contava que o médico Augusto Bozza, do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), acabara de finalizar um estudo para mostrar que quem faz sexo três vezes por semana não é considerado sedentário.

Segundo Bozza, cada atividade pode equivaler a caminhadas de 30 minutos a uma hora. O médico indica a troca do cigarro pelo sexo. Enquanto o primeiro mata, o segundo pode salvar. E, neste caso, as mulheres são as principais vítimas.

Elas têm mais dificuldade para parar de fumar. No Rio de Janeiro, em 12 anos, a percentagem de homens que fumavam caiu de 38% para 23%, mas no mesmo período, entre 1989 e 2001, as fumantes mulheres passaram apenas de 24% para 20%.

De acordo com Bozza, o crescimento do número de enfartes entre as mulheres é de tal monta, que a proporção de enfartes entre os sexos caiu. Antes era de quatro homens enfartados para uma mulher. Agora, é de dois homens enfartados por mulher.

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