Editorial

BRASIL: o futuro do Programa Espacial Brasileiro

SindCT teme que saídas encontradas para INPE e DCTA resvalem na privatização

Renovação geral na área da Ciência e Tecnologia. Nos últimos meses mudaram o ministro, diretores da Agência Espacial Brasileira (AEB), do ITA e do INPE.

Ao mesmo tempo, houve muita turbulência e novidade no percurso dos velhos problemas do desenvolvimento aeroespacial brasileiro.

O novo ministro é bonachão e fotogênico, professor doutor, técnico conhecedor por vivência própria dos problemas que assolam as instituições de pesquisa e desenvolvimento, notadamente protagonista do Programa Espacial Brasileiro: INPE e DCTA.

Ele sabe das dificuldades gerenciais, dos baixos salários, da carreira pouco atrativa face aos grandes esforços exigidos de quem se propõe a enveredar pelo caminho da ciência.

O ministro conhece o pouco caso dos governos com o Programa Espacial Brasileiro (PEB) desde a criação da Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), não porque lhe contaram, mas porque ele mesmo foi partícipe das suas tímidas conquistas, segundo a sua própria ótica.

Nos últimos tempos, frente à AEB, nos pareceu que o avolumar de tão pouco caso levou o professor Raupp a buscar as saídas possíveis para tirar o PEB do vale do esquecimento, mesmo que estas saídas resvalassem perigosmente para a privatização.

Esperamos que a posição alçada pelo professor doutor Raupp lhe traga, junto como o reconhecimento de competência, formas de salvar, enquanto é tempo, as capacitações do INPE e, pela via do PEB, influencie no mesmo sentido a recomposição dos quadros funcionais do DCTA.

O escândalo Pinheirinho

Este editorial não pode deixar de citar o escândalo do Pinheirinho.

O trator do orgulho, o amor às próprias penas do pavão de toga, tirou a terra de oito mil pessoas para entregá-la à massa falida de um escroque de colarinho branco.

Absurdo dos absurdos: havia um acordo expresso firmado na presença de um senador e de três deputados federais.

O síndico da massa falida concordava com um adiamento. No país em que há várias justiças, uma foi traída enquanto a outra estendeu o braço da covardia. Mancha indelével, que vergonha!

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