Mundo

O NORTE É O SUL: Nossa voz se ouvirá

Latinos e caribenhos criam a Celac, mecanismo de integração regional

Celac pretende definir posições latino-americanas e caribenhas comuns sobre integração e desenvolvimento

Por Claudia Santiago

A Comunidade dos Estados Latinoamericanos e Caribenhos (Celac) foi fundada em encontro realizado na Venezuela, nos dias 2 e 3 de dezembro, com a participação de 33 chefes de Estado ou representantes dos países da região, dentre estes a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff.

Um passo importante para a criação da Celac foi dado em fevereiro de 2010, no México, quando chefes de Estado e de Governo, reunidos na “Cúpula da Unidade da América Latina e do Caribe”, produziram um documento intitulado “Declaração da Cúpula da Unidade”. Mercosul, Alba e Unasur já vinham pavimentando o caminho.

A Celac pretende ser um novo mecanismo de integração e cooperação dos países da América do Sul, América Central e Caribe. Além disso, ou talvez, mais importante do que tudo, a Celac pretende definir posições latino-americanas e caribenhas comuns sobre integração e desenvolvimento.

A ideia é, também, reforçar a representação da região nos foros internacionais. Estados Unidos e Canadá não participam. Cuba está presente.

Encontra-se nos planos da Celac a consolidação do Banco do Sul, visando apoiar e fi nanciar projetos de infraestrutura e de defesa no continente.

De acordo com o jornalista Beto Almeida, membro da Junta Diretiva da TV multiestatal TeleSur, “a Celac vai buscar soluções soberanas, negociadas, democráticas para os grandes impasses da região, seja a questão colombiana, seja a saída para o mar para a Bolívia, ou a integração de países mais frágeis como a Guiana ou Suriname, e também uma solução para retirar o Haiti da imensa miséria em que ainda está imerso”.

A Celac herda o capital político acumulado pelo Grupo do Rio, mecanismo presidencial regional, existente há mais de 20 anos, que tem como parceiros comerciais União Européia, Conselho de Cooperação do Golfo, China, Rússia, Canadá, Índia, Japão, Coréia do Sul, Associação das Nações do Sudeste Asiático, Israel, Liga Árabe, G-77, Grupo GUUAM (Geórgia, Ucrânia, Uzbequistão, Azerbaijão e Moldova), Comunidade dos Estados Independentes (CEI), Austrália, EUA e União Africana.

Para Beto Almeida, a Celac surge como necessidade histórica diante de um cenário internacional de crise crescente do capitalismo.

“Uma coordenação sempre mais ampla dos países da Celac com os Brics, conformando uma frente única mundial antiimperialista, desponta-se como necessidade imprescindível diante da siva voracidade dos impérios em crise, mas que nem por isso deixam de emitir sinais ameaçadores”, afirma Almeida.

Com informações do Itamaraty e Agência Brasil

Compartilhe
Share this

testando