Ciência e Tecnologia - INPE

SERVIÇOS À POPULAÇÃO MUITO ALÉM da previsão do tempo O INPE é celeiro de pesquisa nacional

Foto: Kelson da Silva Batista Magnetômetro “fluxgate”

Magnetômetro “fluxgate”: aparelho desenvolvido pelo INPE é fundamental para conhecimento e proteção do subsolo brasileiro Por Fernanda Soares Ao contrário do que vemos na mídia, o INPE não é responsável apenas por previsões de tempo e construção de satélites. Embora pouco conhecidas, diversas pesquisas altamente importantes são desenvolvidas pelo instituto, ainda que com menos recursos. Um exemplo é o magnetômetro “fluxgate”, um aparelho sensível, com nome complicado e desconhecido por muitos, mas indispensável em pesquisas essenciais à sociedade. O magnetômetro é um instrumento desenvolvido para medir campos magnéticos. No INPE, ele é desenvolvido e utilizado em pesquisas há mais de 30 anos pelo grupo de geomagnetismo. A pesquisa básica é a medição da variação do campo magnético da terra. Com ela é possível conhecer as variações do campo magnético que envolve nosso planeta e como as emissões solares o influenciam. Durante as explosões solares, decorrentes de tempestades no Sol, um grande fluxo de radiação é emitido e o campo magnético que envolve a terra é afetado. O magnetômetro capta todas essas alterações e os pesquisadores podem estudar os efeitos dessas variações no campo magnético da terra. Mapeamento do subsolo O subsolo brasileiro é rico e fonte de cobiça internacional. Na área de prospecção geofísica, o INPE utiliza o magnetômetro para o mapeamento do subsolo brasileiro. Os pesquisadores detectam regiões de diferentes condutividades através do sinal enviado por uma rede de magnetômetros instalados numa área prédeterminada. Juntamente com outros tipos de dados geológicos, sísmicos etc., municiam-se de informações que lhes permitem conhecer o que há embaixo desta camada, seja minério, água ou petróleo. Uma pesquisa como esta significa economia na procura de petróleo ou qualquer outro material que necessite extração da terra. Os pesquisadores Wanderli Kabata e Ícaro Vitorello, do INPE, no artigo Configurações Alternativas para magnetômetros “fluxgate” com núcleo amorfo, publicado na Revista Brasileira de Geofísica, no ano de 2007, afirmam: “Uma das grandes limitações ao projeto de construção de magnetômetros fluxgate no Brasil é a obtenção do sensor cristalino, um material de venda controlada por causa de seu uso militar e difícil de ser adquirido no mercado internacional”.

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