CPTEC: serviço prestado pelo INPE pode prevenir tragédias e salvar vidas

Será que chove amanhã?

Antigamente era difícil responder a essa pergunta. Algumas pessoas podiam fazer a previsão do tempo observando o comportamento de animais ou da famosa “dor no joelho”.

Hoje, basta acessar o site do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos - CPTEC/INPE para ter a previsão de uma semana para qualquer um dos mais de 5.000 municípios brasileiros.

Saiba como trabalham aqueles que preveem o tempo.

Por Fernanda Soares

Quem faz esse trabalho todo, analisando e prevendo o tempo para a América do Sul, é um grupo formado por apenas 12 pessoas (três técnicos e nove meteorologistas), divididos em três turnos de 6 horas, trabalhando diariamente das 6h à meia noite.

O trabalho dessa equipe tem um diferencial dos demais institutos de previsão do tempo. Começa por observar o que já ocorreu e o tempo atual, fazer comparações com a previsão feita no dia anterior e analisar o trabalho. Após esse serviço, são coletadas as informações para a previsão do tempo.

São informações, enviadas a um computador, vindas de radares meteorológicos, estações instaladas em aeroportos, equipamentos instalados em aviões e navios, boias em oceanos, imagens de satélites.

São dados sobre pressão atmosférica, umidade do ar, temperatura, velocidade dos ventos. Também imagens do satélite americano GOES 12 são enviadas a cada 15 minutos e são monitoradas constantemente pela equipe. Uma infinidade de informações que é tratada e enviada ao supercomputador do INPE em forma de equações matemáticas.

O supercomputador é o grande instrumento

O meteorologista Olívio Bahia do Sacramento Neto recebeu o Jornal do SindCT e explicou todo o funcionamento do setor.

“Para se ter uma ideia da complexidade das equações, se elas fossem resolvidas por uma pessoa, demoraria algo em torno de um mês para serem concluídas. No supercomputador essa operação é feita em poucas horas”, diz.

As equações matemáticas geram centenas de gráficos. São mapas com a representação gráfica dos fenômenos em cada camada da atmosfera.

De posse dessas informações, os meteorologistas fazem a análise sinótica.

Discutem as condições em cada região, analisando as combinações de fatores. Nessa parte do processo é importante o conhecimento geográfico para saber se as condições apresentadas para uma determinada região são realmente propícias à formação de tempestades e quais os locais são considerados áreas de risco.

Definidas as áreas com ocorrências de chuvas, tempestades, granizo, ventos fortes, os meteorologistas e técnicos inserem as informações no site, enviam boletins para a imprensa e alertas à Defesa Civil sobre as áreas de risco.

Sempre é possível aperfeiçoar o serviço

Observando os sistemas de coletas de informação, vemos que há algumas falhas, áreas onde não há equipamentos para coleta e envio de dados, principalmente na região norte do país.

Apesar da previsão realizada pelo CPTEC ter 98% de acerto para previsão de até 24 horas e 90% para previsões de até 3 dias, Olívio ressalta que o ideal seria ter um mapeamento completo do país, com mais radares e estações de coletas de dados sobrepondo informações.

Contratados do INPE

Os funcionários contratados do INPE podem se sindicalizar ao SindCT, conforme o artigo 3º do nosso Estatuto.

O procedimento para sindicalização está disponível no site:
www.sindct.org.br

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