WORKSHOP DESTACA: falta de Infraestrutura, pessoal e recursos

AAB realiza workshop sobre Programa Espacial Brasileiro

No dia 20 de outubro a Associação Aeroespacial Brasileira realizou o workshop “Recursos & Meios para o Programa Espacial Brasileiro”. Na ocasião, servidores do DCTA e do INPE analisaram, dentre outros assuntos, o Plano Diretor do INPE com ênfase na falta de infraestrutura, de pessoal e de recursos orçamentários.

Por Fernanda Soares

O Laboratório de Integração e Testes - LIT, considerado o maior do hemisfério sul, foi criticado pela incapacidade de integração de satélites com mais de três toneladas, e de mais de dois satélites simultaneamente.

Em sua fala, o pesquisador Petrônio Noronha de Souza sugeriu a ampliação do laboratório para que seja possível realizar a integração simultânea de até quatro satélites. “Esse é um procedimento que demanda meses, além de recursos humanos, afirmou”.

O pesquisador do Centro de Rastreio e Controle de Satélites - CRC/INPE, Pawel Rozenfeld, tratou da parceria com outros países, como a Índia, que proporcionou ao INPE testar seus limites de comunicação com satélites de órbitas mais altas.

Centro de Alcântara

Os técnicos do DCTA Adriano Gonçalves e André Mota apresentaram o Sistema Plataforma de Lançamento de Foguetes do Centro de Lançamento de Alcântara (MA).

Os técnicos mostraram como foi realizada a construção da nova Torre Móvel de Integração - TMI, os problemas ocorridos durante a construção e as modificações realizadas visando a melhoria da segurança para os servidores.

Uma torre anexa e um túnel de escape são algumas das modificações para a garantia da segurança, assim como a implantação de sistemas para proteção contra descargas elétricas.

O foco da fala de José Pessoa Bezerra Filho, tecnologista do IAE/DCTA, foi a falta de recursos humanos, questão sempre debatida pelo SindCT.

A Lei 8.666, defendida por muitos por ser um mecanismo que garante a lisura das licitações nas instituições públicas, foi duramente criticada durante o workshop.

André Milesky (Panorama Espacial) tratou de possíveis investidores no Programa Espacial, considerados fontes alternativas de recursos orçamentários. Também foi citada, durante o workshop, a participação da indústria no Programa Espacial, seja através do fornecimento de subsistemas ou atuando como maincontractor.

O desenvolvimento da tecnologia e o controle das missões deve ser realizado pelo INPE ou pelo DCTA.

Isto significa garantir o conhecimento das pesquisas sob controle nacional, e não como uma mercadoria para ser comprada de indústrias, evitando assim a dependência de quem só visa lucros.

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