Opinião

TALENTO LITERÁRIO no DCTA: Tecnologia e Natureza

Por Carlos Alberto Cândia Anal
C&T/ IAE/ASA

Em meio século de história, o CTA, hoje Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), conquistou o reconhecimento da comunidade científica nacional e internacional, sendo considerado um dos mais importantes centros de ensino, pesquisa e desenvolvimento aeroespacial da América Latina e do mundo.

O DCTA representa um orgulho muito grande para o Brasil e nós, moradores de São José dos Campos, ficamos duplamente envaidecidos, assim como os servidores civis e militares que fazem parte da organização.

Há no DCTA algo que me arrebata e me inspira muito: a vasta área considerada o “pulmão verde” de São José dos Campos, onde existem, além das lagoas, animais e pássaros, as mais variadas árvores, plantas frutíferas e flores, tais como dracenas, cinerárias, hibiscos, papoulas, grevíleas, madre silvas, calêndulas, gloxínias, verbenas, flamboyants, abissínias, gérberas, camélias, jatobás, jequitibás e outras. Não há quem deixe de admirar os vastos ipês-amarelos e violáceos, na época da primavera, plantados às margens da Avenida Nossa Senhora do Loreto, carinhosamente chamada de “Dutrinha”.

O projeto paisagístico original do DCTA foi criado pelo renomado paisagista Roberto Burle Marx, na década de 1950. A remodelação do paisagista do DCTA foi elaborada pelo arquiteto e paisagista Adilson Bueno de Godói, no período de 1977 a 1979.

O diretor do DCTA, na época, foi o Brigadeiro-do-Ar Pedro Frazão de Medeiros Lima. O Brigadeiro Frazão foi o responsável pelo plantio de muitas árvores no Centro. A extensão do DCTA funcional e da área verde abrangeu 12 milhões de metros quadrados.

A elaboração do Plano Diretor de Paisagismo foi feita pela arquiteta e paisagista Bernadete de Fátima Gonçalves, no período de 1984 a 1995, época em que o Major-Brigadeiro-do-Ar Hugo de Oliveira Piva assumia a Direção do Centro, de 17/01/1984 a 16/01/1987.

Os ipês e as buganvílias, mais conhecidas como primavera, se juntam numa disputa extremamente maravilhosa: quem embeleza mais o DCTA? Quando o dia termina, sussurra a densa mata verdejante, como querendo anunciar que a noite vem chegando.

O sol vai se pondo no ocidente levando no seu rasto luminoso o vestígio de mais uma jornada de trabalho no DCTA. Observa-se uma revoada de pássaros das mais diversas
espécies e cores que procuram seus ninhos nas milhares de árvores deste paraíso verde.

O esvoaçar das garças branquejam o céu dourado no prenúncio da noite que se aproxima e em bandos voam para as árvores próximas do Memorial Aeroespacial Brasileiro (MAB), nas proximidades do Lago das Garças, e se juntam às capivaras, saracuras, mais conhecidas como frangos d’água, formando um cenário indescritível.

Sinto-me orgulhoso por pertencer ao efetivo deste Departamento há 35 anos, morador neste paraíso e ter a consciência do dever cumprido.

Compartilhe
Share this

testando